Neste dia viemos fazer uma visita ao Parque de Avioso, que como sabem fica localizado no Douro Litoral. Esta foi a maior das surpresas para quem nos observou porque estamos completamente ausentes do litoral norte e centro uma vez que estamos associados a regiões mais secas e temperaturas mais elevadas, que é o nosso habitat de eleição. Somos aves migradoras estivais frequentando sobretudo montados abertos, matos, pastagens e manchas arborizadas.Abelharuco / European Bee-eater / Merops apiaster
Neste dia viemos fazer uma visita ao Parque de Avioso, que como sabem fica localizado no Douro Litoral. Esta foi a maior das surpresas para quem nos observou porque estamos completamente ausentes do litoral norte e centro uma vez que estamos associados a regiões mais secas e temperaturas mais elevadas, que é o nosso habitat de eleição. Somos aves migradoras estivais frequentando sobretudo montados abertos, matos, pastagens e manchas arborizadas.
Fotogafada
Abelharuco,
em Maio 2010,
Merops apiaster
Polyommatus icarus
Sou uma borboleta que voa de Março a Outubro em pradarias, jardins, lugares floridos, clareiras de florestas e margens de campos. Não sou muito exigente, por isso sou relativamente comum e não me encontro ameaçada. Tal como outras borboletas, quando em lagarta, segregamos nutrientes que contêm substâncias que atraem as formigas e por isso ficamos protegidas dos predadores.Isturgia famula
Macho
Fêmea
Sou uma borboleta da família das geometridae, o que quer dizer que tenho forma geométrica, as minhas asas anteriores e posteriores são semelhantes no padrão e cores. Em lagarta alimento-me de giestas. Estou distribuída pelo sul da Europa de clima mediterrânico e voo em dias de sol da Primavera e início de Verão. Se reparares bem a diferença mais visível entre o macho e a fêmea são as antenas. O macho possui antenas plumosas, ao contrário da fêmea que são unipectinadas. Quanto maiores e mais plumosas mais órgãos sensoriais possuem e por isso maior capacidade olfactiva. Callophrys rubi
Sou uma borboleta comum e encontras-me por todo o lado de Março a Junho em lugares incultos cobertos de vegetação arbustiva. A minha coloração é verde com traços brancos na face inferior, embora encontres alguns exemplares que não possuem estes traços. Aqui, no Parque de Avioso, se me procurares com cuidado, descobres-me pousada muito quietinha a aquecer-me ao sol. Rabirruivo-preto / Black Redstart/ Phoenicurus ochruros
Macho
Fêmea
A minha plumagem é preta e identifico-me principalmente pela cauda cor-de-fogo e pelo constante vibrar da mesma. A minha companheira é acastanhada. Na época de reprodução estou associado a zonas rochosas e locais habitados. A partir de Outubro, encontras-me em todo o território continental e posso ser visto em qualquer local ou tipo de habitat, desde zonas florestadas com clareiras até terrenos agrícolas e também zonas habitadas.
Fotogafada
em Outubro 2009,
Phoenicurus ochruros,
Rabirruivo-preto
Chapim-azul / Blue Tit / Parus caeruleus
Sou um dos chapins mais coloridos com o meu barrete azul, o peito e abdómen amarelos, dorso cinzento azulado e face branca enquadrada por um colar preto tão característica de alguns chapins. Encontras-me em todo o território, em zonas de montados, florestas mistas e alguns parques e jardins. Alimento-me de sementes, nozes e lagartas e podes-me observar durante todo o ano aqui no Parque de Avioso.
Fotogafada
Chapim-azul,
em Dezembro 2009,
Parus caeruleus
Andorinha-das-chaminés / Barn Swallow / Hirundo rustica
Sou uma das primeiras espécies estivais a chegar ao país sendo o símbolo da chegada da Primavera. No Parque de Avioso reunimo-nos em bandos perseguindo os insectos que capturamos em pleno voo. Os meus ninhos são feitos em forma de taça com lama e palha. A parte superior da minha cabeça e corpo são azulados e a garganta vermelha, contrastando com as partes inferiores brancas. A minha cauda é longa e bifurcada e as asas curvas e pontiagudas.
Fotogafada
Andorinha-das-chaminés,
em Julho 2009,
Hirundo rustica
Bico-de-lacre / Common Waxbill / Estrilda astrild
Sou mais pequeno que um pardal e posso ser fácilmente reconhecido pelo meu espesso bico vermelho vivo e pela máscara também vermelha que se estende para trás do olho, se me vires com o bico preto, é porque sou um juvenil. Fui introduzido em Portugal mas expandi-me com muito sucesso por todo o território, sendo agora uma espécie relactivamente comum. No Parque de Avioso ando sempre em pequenos bandos fazendo muito barulho com o meu chamamento muito peculiar.
Fotogafada
Bico-de-lacre,
em Outubro 2009,
Estrilda astrild
Papa-moscas-cinzento / Spotted Flycatcher / Muscicapa striata

Sou muito comum no Parque de Avioso na passagem migratória, período que se estende de Agosto a princípios de Novembro. Não sou uma ave muito vistosa, a minha plumagem é castanha com riscas no peito e na cabeça mas tenho um comportamento muito curioso que é o de sair do ramo onde estou pousado para ir apanhar um insecto e voltar rápidamente ao mesmo poleiro.
Fotogafada
em Setembro 2009,
Muscicapa striata,
Papa-moscas-cinzento
Papa-moscas-preto / Pied Flycatcher / Ficedula hypoleuca
Sou uma ave comum no nosso território, na passagem outonal, de Agosto a princípios de Novembro mas o melhor mês para me observares é Setembro. Ocorro um pouco por todo o lado mas sou mais frequente junto ao litoral. Quando me observas no Parque de Avioso estou com a plumagem de inverno com tonalidades mais acastanhadas que substituem as penas pretas da plumagem de verão, mas o que mais me distingue é a mancha branca nas asas.
Fotogafada
em Agosto 2009,
Ficedula hypoleuca,
Papa-moscas-preto
Coelho-bravo / Oryctolagus cuniculus
Encontras-me com facilidade neste parque principalmente pela manhã quando tudo está mais calmo. Vivo onde o mato é mais denso e em zonas de terreno seco e arenoso onde posso fácilmente construir as minhas tocas. A minha pelagem característica de cor cinzento acastanhada confere-me uma camuflagem importante para me proteger dos predadores naturais, mas quando o perigo espreita, fujo numa correria desorganizada em apertados ziguezagues. Alimento-me de raízes, grãos, plantas herbáceas e também cascas de algumas árvores.
Fotogafada
Coelho-bravo,
em Agosto 2009,
Oryctolagus cuniculus
Azulinha / Lampides boeticus
Macho
Fêmea
Sou uma borboleta muito comum encontrando-me em todo o território de Portugal. Podes-me observar de Março a Dezembro em parques, jardins, campos de cultivo e florestas não muito densas e com muita claridade. Posso ser confundida com a minha prima "Cinzentinha" mas se reparares com atenção tenho uma banda branca na face inferior da asa posterior.
Fotogafada
Azulinha,
em Julho 2009,
Lampides boeticus
Hipparchia semele
Visto-me de castanho sendo que a minha asa posterior lembra a casca de uma árvore. Encontras-me em espaços abertos nas florestas e zonas pedregosas de Julho a Outubro. Podes observar-me no norte e centro de Portugal mas sou rara no sul porque habito florestas secas ou ligeiramente húmidas, por isso este parque possui o ambiente ideal para me encontrares.Cinzentinha / Leptotes pirithous
Macho
Fêmea
Encontras-me em vários tipos de habitat, como jardins e parques principalmente lugares incultos expostos ao sol. Tenho o fundo violeta, com bordos escuros e uma pequena cauda filiforme. A face inferior é variada possuindo dois pontos escuros nas asas posteriores. Quando estou em lagarta hiberno e alimento-me de leguminosas. Em adulto podes-me encontrar de Fevereiro a Dezembro e a uma altitude até aos 1600m.
Fotogafada
Cinzentinha,
em Maio 2009,
Leptotes pirithous
Cotovia-dos-bosques / Wood Lark / Lullula arborea
Tenho uma grande variedade de habitats, como montados abertos, matos esparsos com árvores, dunas arborizadas, olivais e mesmo mosaicos de zonas agrícolas e bosque, particularmente pinhal. Em geral tenho que ter à minha volta solos descobertos intercalados com zonas de vegetação rasteira para me alimentar, áreas de vegetação mais alta para nidificar e dormir e, para aperfeiçoar o meu canto, árvores ou arbustos para cantar.Para a minha alimentação não prescindo de sementes, mas em época de nidificação alimento-me principalmente de insectos de tamanho médio, aranhas e larvas que são capturadas na zona de vegetação mais baixa. Vou-te contar um segredo, sobre a construção do meu ninho. Para não incomodar e não fazer mal às minhas crias, tenho o cuidado de o construir voltado para noroeste e sudeste de maneira a evitar o sol directo. Tenho o cuidado também de o fazer numa depressão protegido por arbustos, fetos ou erva, raramente em solo descoberto ou em zonas abertas.
Fotogafada
Cotovia-dos-bosques,
em Abril 2009,
Lullula arborea
Glaucopsyche melanops
Sou uma borboleta comum, bastante dispersa e frequente. Meço entre 23 a 28 mm e chamo a atenção pelo meu tom azul violáceo com bordos negros. A face interior é cinza acastanhada com pontos negros dispersos. Podes-me ver de Março a Julho entre clareiras de florestas, margens de caminhos e mesmo zonas com altitude até os 1600m.
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