Chamam-me de Chasco-cinzento porque em adulto tenho o dorso cinzento, uma máscara preta e a cauda com um característico T preto na cauda branca. Na foto tenho a plumagem de Inverno característica igual à da minha companheira. Sou um migrador que nidifico nas terras altas do norte e centro de Portugal, no início de Abril até final do Verão estou presente sobretudo em habitats montanhosos. Aquando da minha migração Outonal para África, meados de Agosto até princípios de Novembro, sou mais comum em habitats mais abertos e mesmo em zonas de baixa altitude.
Esquilo-vermelho / Sciurus vulgaris
Estive extinto em Portugal no século XVI, provavelmente devido à perda de habitat, mas a partir da década de 80 começou a repovoação no norte do país pelos meus antepassados Galegos. Alimento-me de sementes de árvores, de cogumelos, bagas e rebentos de plantas, etc.
Se estiveres numa floresta é muito provável que esteja presente mas nem sempre terás a oportunidade de me observar. Nesta última foto, tirada em Fão, podes-me ver a devorar uma pinha e esse é o segredo para saberes que estou por perto, com uma observação mais cuidada consegues ver à minha volta o interior de pinhas que já me serviram de alimento. Fica atento ao teu passeio no parque.
Fotogafada
em Agosto 2013,
Esquilo-vermelho,
Sciurus vulgaris
Pavão-diurno / Inachis io
Em Portugal encontras-me no norte e muito raramente no centro e no Sul devido às transformações dos habitats, por isso é muito importante manter os tufos de urtigas nos lugares incultos e húmidos salvaguardando também as orlas dos campos de cultivo. Posso ser encontrada também em jardins onde sou muito atraída pelas flores da Budleia spp. Embora muito colorida e vistosa na parte superior, sou muito escura quase preta em toda a face inferior.
Fotogafada
em Agosto 2013,
Inachis io,
Pavão-diurno
Orthetrum coerulescens
Macho
Cordulegaster boltonii
Sou uma libélula localmente comum desde que o habitat adequado esteja presente. Podes-me encontrar em riachos e mesmo em pequenos rios, muitas vezes em florestas mas também em charnecas abertas. Posso ser observada em finais de Maio até fins de Agosto, especialmente em Julho.
Euchloe crameri
Sou uma borboleta comum em Portugal, mais frequente no interior sendo mais rara nas zonas de cultura intensiva. Estou presente de Março a Julho em pradarias abertas, em carvalhais e na orla dos campos. Aqui no parque posso ser observada à procura de flores com néctar.
Anax imperator
Macho
Fêmea a pôr ovos
Sou uma libélula comum e distinta de origem africana e que só recentemente colonizei grandes partes do norte da Europa. Sendo uma das libélulas maiores da Europa, sou muito territorial e de difícil abordagem. O meu habitat preferido são lagoas, lagos, canais e rios de movimento lentos, principalmente aqueles com abundante vegetação submersa e flutuante.
Coenagrion mercuriale
Sou da família das Odonatas. A minha distribuição em Portugal é actualmente mal conhecida e, portanto, apresenta lacunas importantes em várias regiões, por isso a minha presença é considerada de quase ameaçada. Quando me vires no parque de avioso podes considerar que é um privilégio e embora pequenina sou muito especial.
Pyronia tithonus
Sou uma borboleta comum e muito dispersa. Encontras-me de Maio a Setembro em lugares arbustivos com silvas e na orla de florestas secas e claras, mas no Verão amontoamo-nos sobre plantas em flor. Tenho fundo castanho-alaranjado, com banda escura e na asa anterior um ocelo negro. Uma mancha castanha atravessando a asa é visível só nos machos, esta mancha não existe nas fêmeas.
Chamariz / European serin / Serinus serinus
Macho
Fêmea
Sou uma ave residente mas é nesta altura que sou mais visível. Estou sempre a cantar e o meu voo é muito singular, tudo para atrair as minhas companheiras. No caso das fotos estavamos a alimentar com sementes que é a base na nossa alimentação.
Toutinegra-do-mato / Dartford Warbler / Sylvia undata
Apesar de ser tímida, posso ser observada durante a Primavera por entre o mato denso e as giestas. No meu caso sou uma fêmea, o meu companheiro tem cores mais vivas com um padrão vermelho escuro e pintas brancas debaixo do bico. É nesta altura que me pretende conquistar com o seu canto empoleirando-se nos ramos estando, neste caso, mais visível a quem passeia no parque.
Fotogafada
em Fevereiro 2012,
Sylvia undata,
Toutinegra-do-mato
Gaio / Eurasian Jay / Garrulus glandarius

Sou uma espécie muito colorida com uma coroa listrada de cinzento acastanhado e branco, um "bigode" preto, peito e barriga castanho rosado, bico preto curto e forte. Estou distribuído por todo o território sendo, no entanto mais comum no norte e centro do que no sul do país. Alimento-me de invertebrados, principalmente escaravelhos e larvas de borboletas, de frutos e sementes mas prefiro bolotas que armazeno durante o Verão escondendo-as no solo sob um manto de folhas e musgo.
Fotogafada
em Junho 2010,
Gaio,
Garrulus glandarius
Pombo-torcaz / Woodpigeon / Columba palumbus
Sou o maior dos pombos presentes em Portugal. Tenho uma plumagem cinzenta, mas o que mais me caracteriza, para além da minha dimensão, são as grandes manchas brancas nas asas e no pescoço, mais visíveis em voo. Estou presente durante todo o ano mas sou mais numeroso no Inverno, devido à migração de indivíduos de diversos países europeus, mas escasso no sul do país. Nas imagens podes observar-nos como juvenis.
Fotogafada
Columba palumbus,
em Julho 2010,
Pombo-torcaz
Lagarto-de-água / Schereiber's Green Lizard / Lacerta schreiberi
Residente e endémico da Península Ibérica, sou bastante comum em cursos de água, podendo ser encontrado em lagoas, charcos e margens de pequenos ribeiros de água com abundante vegetação característica deste tipo de habitats. Alimento-me basicamente de insectos e aracnídeos mas também podem fazer parte da minha dieta fruta e pequenas lagartixas.
Fotogafada
em Abril 2010,
Lacerta schreiberi,
Lagarto-de-Água
Tordoveia / Mistle Thrush / Turdus viscivorous

Não sou uma espécie abundante em Portugal embora seja comum em algumas zonas. No Inverno posso ser observado com mais facilidade quando procuro alimento em prados abertos. Tenho dorso acastanhado e o peito e flancos brancos e sarapintados, a cauda é quase do tamanho da de um melro. Quando em voo, distinguem-se bem as manchas pálidas nas coberturas internas, que contrastam com o padrão do peito e abdómen.
Fotogafada
em Maio 2010,
Tordoveia,
Turdus viscivorous
Abelharuco / European Bee-eater / Merops apiaster
Neste dia viemos fazer uma visita ao Parque de Avioso, que como sabem fica localizado no Douro Litoral. Esta foi a maior das surpresas para quem nos observou porque estamos completamente ausentes do litoral norte e centro uma vez que estamos associados a regiões mais secas e temperaturas mais elevadas, que é o nosso habitat de eleição. Somos aves migradoras estivais frequentando sobretudo montados abertos, matos, pastagens e manchas arborizadas.
Fotogafada
Abelharuco,
em Maio 2010,
Merops apiaster
Polyommatus icarus
Sou uma borboleta que voa de Março a Outubro em pradarias, jardins, lugares floridos, clareiras de florestas e margens de campos. Não sou muito exigente, por isso sou relativamente comum e não me encontro ameaçada. Tal como outras borboletas, quando em lagarta, segregamos nutrientes que contêm substâncias que atraem as formigas e por isso ficamos protegidas dos predadores.
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Sou o maior lagarto de Portugal, de aspecto geral verde e manchas azuis nos lados do meu corpo. Posso ser observado de Março a Outubro mas nos outros meses fico a hibernar para me proteger do frio. Alimento-me de aranhas, borboletas, gafanhotos mas também frutos vegetais e ovos.


