Visto-me de castanho sendo que a minha asa posterior lembra a casca de uma árvore. Encontras-me em espaços abertos nas florestas e zonas pedregosas de Julho a Outubro. Podes observar-me no norte e centro de Portugal mas sou rara no sul porque habito florestas secas ou ligeiramente húmidas, por isso este parque possui o ambiente ideal para me encontrares.Hipparchia semele
Visto-me de castanho sendo que a minha asa posterior lembra a casca de uma árvore. Encontras-me em espaços abertos nas florestas e zonas pedregosas de Julho a Outubro. Podes observar-me no norte e centro de Portugal mas sou rara no sul porque habito florestas secas ou ligeiramente húmidas, por isso este parque possui o ambiente ideal para me encontrares.Cinzentinha / Leptotes pirithous
Macho
Fêmea
Encontras-me em vários tipos de habitat, como jardins e parques principalmente lugares incultos expostos ao sol. Tenho o fundo violeta, com bordos escuros e uma pequena cauda filiforme. A face inferior é variada possuindo dois pontos escuros nas asas posteriores. Quando estou em lagarta hiberno e alimento-me de leguminosas. Em adulto podes-me encontrar de Fevereiro a Dezembro e a uma altitude até aos 1600m.
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Cinzentinha,
em Maio 2009,
Leptotes pirithous
Cotovia-dos-bosques / Wood Lark / Lullula arborea
Tenho uma grande variedade de habitats, como montados abertos, matos esparsos com árvores, dunas arborizadas, olivais e mesmo mosaicos de zonas agrícolas e bosque, particularmente pinhal. Em geral tenho que ter à minha volta solos descobertos intercalados com zonas de vegetação rasteira para me alimentar, áreas de vegetação mais alta para nidificar e dormir e, para aperfeiçoar o meu canto, árvores ou arbustos para cantar.Para a minha alimentação não prescindo de sementes, mas em época de nidificação alimento-me principalmente de insectos de tamanho médio, aranhas e larvas que são capturadas na zona de vegetação mais baixa. Vou-te contar um segredo, sobre a construção do meu ninho. Para não incomodar e não fazer mal às minhas crias, tenho o cuidado de o construir voltado para noroeste e sudeste de maneira a evitar o sol directo. Tenho o cuidado também de o fazer numa depressão protegido por arbustos, fetos ou erva, raramente em solo descoberto ou em zonas abertas.
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Cotovia-dos-bosques,
em Abril 2009,
Lullula arborea
Glaucopsyche melanops
Sou uma borboleta comum, bastante dispersa e frequente. Meço entre 23 a 28 mm e chamo a atenção pelo meu tom azul violáceo com bordos negros. A face interior é cinza acastanhada com pontos negros dispersos. Podes-me ver de Março a Julho entre clareiras de florestas, margens de caminhos e mesmo zonas com altitude até os 1600m.Rola-brava / Turtle Dove / Streptopelia turtur
Sou uma ave pequena e muito tímida, mantenho-me escondida nas árvores não sendo fácil de me observares de perto. A minha plumagem é castanha-acinzentada na cabeça e dorso, sendo a parte inferior rosada. Possuo umas manchas com listras pretas e brancas no pescoço, a face superior das asas são castanhas-alaranjadas com centros pretos bem demarcados e os olhos laranja com anel orbital avermelhado. Nidifico em florestas de árvores caducas, ricas em vegetação arbustiva, em áreas agrícolas e também em terrenos abertos com arbustos densos e árvores isoladas.
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em Abril 2009,
Rola-brava,
Streptopelia turtur
Gonepteryx rhamni / Borboleta Limão

Tenho fundo amarelo-limão, um ponto discoidal laranja em ambas as asas e pontinhos castanhos no rebordo das mesmas. Posso ser observada de Abril a Outubro em bosques, florestas, margens de cursos de água e jardins sempre com humidade. Em Portugal encontro-me muito dispersa e não estou ameaçada, mas o desaparecimento das florestas prejudicam muito a minha espécie. Posso aparecer no teu jardim se tiveres plantas indígenas favorecendo assim a minha existência.
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Borboleta Limão,
em Abril 2009,
Gonepteryx rhamni
Cartaxo / Common Stonechat / Saxicola torquata
Macho
Fêmea
Sou uma ave muito fácil de identificar porque encontras-me frequentemente empoleirada em postes, cercas e fios, locais de eleição para observar e capturar as minhas presas. Apresento um padrão preto na cabeça, contrastando com o colar branco e o peito alaranjado. Sou bastante abundante sobretudo em zonas abertas de charnecas, estepes, campos agrícolas, montados, bosques abertos, sapais e dunas. Como sou residente, podes-me encontrar durante todo o ano.
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Cartaxo,
em Março 2009,
Saxicola torquata
Pieris napi
Embora não possas observar porque tenho as asas fechadas, possuo dois pontos em cada asa anterior porque sou uma fêmea, o macho tem apenas um ponto, assim como as minhas veias sobre asas são geralmente mais fortemente marcadas. A parte inferior são amarelo pálido com as veias realçadas pelo preto escalado dando um tom esverdeado. Tenho uma envergadura de 35 a 45mm e só me encontras em Portugal a norte do rio Tejo e na Serra de Monchique. Os meus habitats preferidos são as florestas claras e os prados adjacentes e posso ser observada de Fevereiro a Novembro.Petinha-das-árvores / Tree Pipit / Anthus trivialis
Tenho a plumagem acastanhada com algumas riscas, o meu bico é fino e as minhas patas são rosadas. Podes confundir-me com a Petinha-dos-prados, mas distingo-me sobretudo pelos tons mais amarelados assim como a base do bico que é rosada. Como o meu nome indica, tenho o hábito de pousar em pontos altos, como árvores ou fios telefónicos. A minha distribuição está restrita sobretudo ao extremo norte do país, mas durante a epoca de migração, também me podes ver junto à faixa costeira.
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Anthus trivialis,
em Setembro 2008,
Petinha-das-árvores
Petinha-dos-prados / Meadow Pipit / Anthus pratensis
Posso ser observada entre finais de Setembro e princípios de Abril. A minha plumagem tem partes superiores cinzento esverdeado e partes inferiores amarelo com peito e flancos riscados, o meu bico é fino e a cauda é comprida. Habito charnecas, pântanos, prados costeiros e terrenos alagados. A minha alimentação predilecta são os insectos, larvas, pequenos moluscos e gramíneas.
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Anthus pratensis,
em Dezembro 2008,
Petinha-dos-prados
Coenonympha dorus
Só estou presente em Portugal, Espanha, França, centro de Itália e Norte de África. No nosso país sou comum no norte e centro, mas a sul do Tejo não me encontras fácilmente. Na primeira fase o meu ovo é cilíndrico, levemente achatado, com polvilhado castanho sobre fundo verde claro. Quando passo a larva, sou verde com riscas longitudinais claras e em adulto transformo-me nesta linda borboleta. Podes-me encontrar de Maio a Outubro mas para isso tens que preservar o meu habitat, prados semi-naturais, sobretudo nas encostas quentes expostas ao sul. Maravilha / Colias crocea
Sou uma borboleta bem distribuida por todo o território de Portugal e não sou uma espécie ameaçada. O meu prato preferido são as leguminosas tais como trevos, luzernas, etc., por isso sou mais fácil de ser vista em campos com estas plantas mas apareço também noutros habitats. Sendo eu uma borboleta migradora podes-me encontrar em qualquer altitude mas quando em lagarta e crisálida não suportamos o frio, por isso para nos multiplicarmos precisamos de estar abaixo dos 1000m.
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Colias crocea,
em Outubro 2007,
Maravilha
Estrelinha-real / Firecrest / Regulus ignicapillus
Sou uma das mais pequeninas aves em Portugal, a mais pequena é a minha prima Estrelinha-de-poupa. Consegues ouvir-me antes de me ver. O meu canto é muito fininho uns zit...zit...zit muito agudos que denuncia fácilmente a minha presença. Frequento bosques, jardins e parques como este de Avioso que é um bom habitat, principalmente de Inverno pois no Verão prefiro os bosques de altitude para poder ter as minhas crias nas coníferas ou cedros. Sou muito irrequieta e ando constantemente atarefada a comer insectos e aranhas que encontro principalmente, nos carvalhos e sobreiros.
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em Dezembro 2008,
Estrelinha-real,
Regulus ignicapillus
Vanessa virginiensis
Tenho o fundo laranja rosado, as asas anteriores com manchas escuras salpicadas de pontos brancos e manchas escuras por toda a face superior. Na face inferior tenho dois ocelos grandes e linhas brancas sobre fundo castanho claro. Estou presente em todo o território, entre Março e Dezembro em lugares incultos com cardos, mas sou mais comum no litoral.Fuinha-dos-juncos / Zitting Cisticola / Cisticola juncidis
Sou uma ave pequenina de cor castanha e com dorso riscado. Não sou fácil de observar porque escondo-me frequentemente na vegetação mas consegues distinguir-me facilmente pelo meu canto característico emitido em voo. Consiste num único "zit...zit...zit..." em intervalos de cerca de um segundo. Não gosto nem um bocadinho do frio por isso é muito difícil a minha presença em zonas serranas no interior norte e centro, consegues encontrar-me com grande facilidade nas terras baixas do litoral.Construo o meu ninho no solo em vegetação rasteira.
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Cisticola juncidis,
em Setembro 2008,
Fuinha-dos-juncos
Chapim-real / Great Tit / Parus major
Sou uma das espécie de chapins mais vistosa e muito fácil de identificar devido ao meu peito amarelo com uma faixa preta que liga a garganta ao abdómen. O meu dorso é castanho-esverdeado e a cauda azul-clara de comprimento médio e chanfrada, com as penas extremamente brancas. Gosto muito de zonas de mata densamente arborizados mas também sou comum em jardins onde posso encontrar bagas e sementes embora a minha dieta alimentar seja constituída essencialmente por insectos como esta lagarta verdinha suculenta. Assim como o meu parente Chapim-preto, faço o meu ninho em cavidades de árvores revestidas por materiais macios (penas, musgos, etc.).
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Chapim-real,
em Abril 2008,
Parus major
Ouriço-caxeiro / European hedgehog / Erinaceus europaeus
Andava a explorar o território enquanto a minha mamã foi arranjar comida. Neste dia estava cheio de sono porque sou um animal essencialmente nocturno embora me possas observar nas últimas horas do dia e ao amanhecer. A minha comida favorita são invertebrados que se encontram no solo, minhocas, escaravelhos, lagartas, aranhas e lesmas embora por vezes coma ovos e pequenos vertebrados como sapos, lagartos e crias de roedores e aves mas também como insectos, daí ser muito importante a nossa exitência para controlar as pragas, sendo o maior insectívoro da nossa fauna. A maior parte das pessoas não sabe mas também sou um excelente nadador daí que por vezes também coma peixe. Tenho que me alimentar muito bem porque hiberno entre Novembro e Março e preciso de muitas reservas. Os furões e as corujas assim como as raposas e texugos são as nossas maiores ameaças, mas a minha mãe já me ensinou que se me sentir ameaçado enrolo-me todo porque os meus espinhos longos e aguçados protegem-me, mas o melhor é confiar na minha coloração acastanhada como camuflagem e na minha audição e olfato apurados para evitar estes encontros desagadáveis.
Fotogafada
em Junho 2008,
Erinaceus europaeus,
Ouriço-caxeiro
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